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domingo, 18 de janeiro de 2009

Outdoor: a mídia preferida dos políticos

Foto: Blog Teresa Leonel

Parece mesmo que o marketing político veio para ficar e “nunca antes na história desse país” se usou e abusou tanto da propaganda externa como nos últimos tempos.

Entre tantas alternativas midiáticas a tabuleta do outdoor reina absoluta. A peça tem sido instrumento de relevância comunicacional de ex-candidatos, políticos atuais ou futuros postulantes ao cargo para fazer frente ao eleitor-alvo (ou não).

Demonstrando uma intimidade com o cenário urbano os outdoors políticos trazem temáticas diversas que vão desde os resultados de votações, participações beemmm longe em projetos sociais, educacionais ou na área de saúde, passando por agradecimentos de amigos que geralmente não assinam a peça.

Também existem as exceções. Uma delas, exposta na foto acima, traz um significado especial. Afinal, o senhor Julio Torres é fiador de toda população petrolinsense quando assume o compromisso (por escrito) de nunca esquecer os feitos (ou não) do ex-prefeito Odacy Amorim (PSB).

Com todas as mazelas da gestão Amorim vindo à baila, parece mesmo que Petrolina não vai esquecer as obras de um prefeito que tinha pressa em inaugurar e pouca calma para concluir.

Independentemente de qual seja o resultado a peça outdoor tem sido uma testemunha dos discursos não praticados por muitos políticos.

As tabuletas estão sendo instrumentos de uma comunicação direcionada que medem forças com outros meios de comunicação deixando de forma subliminar questionamentos a serem aprofundados.

E de outra maneira as peças também apresentam poder e demarcam territórios eleitorais para 2010 e 2012.

Quem votar, verá.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Odacy e sua gestão

Foto: Divulgação

Político vive de imagem. A imagem está atrelada ao discurso, à prática, a coerência e aos projetos desenvolvidos durante a gestão.

Esse é um texto que deveria servir de base para todos os políticos antes ou depois de uma administração.

O recado vai para o ex-prefeito Odacy Amorim (PSB) que se exauriu para fazer uma gestão pomposa e saiu arranhado em quase todos os sentidos no quesito obras de infra-estrutura: leia-se camelodromo e asfalto afundando. Só pra citar alguns exemplos.

Vale pontuar também, despesas assumidas durante a gestão e empurradas com a barriga para próxima. É bom lembrar que isso não é um privilegio só de Petrolina. Na vizinha cidade de Juazeiro-BA o caminho foi o mesmo com Misael Aguilar (PMDB).

E Jaboatão dos Guararapes/PE? Bom... o desmando por lá é histórico....

Agora temos a certeza que alguns prefeitos dessas e outras cidades não estão postulando (por enquanto) voltarem em tão pouco tempo à cena do crime, ou melhor, a cena política.

No caso de Odacy, sim. A marca do “trabalho e a cidade cresce” era a proposta fincada pelo ex-prefeito para consolidar uma imagem a posteridade visando uma nova empreitada política.

Com a imagem arranhada, exposição negativa na mídia (xiiii... isso é o pior...), explicações não efetivadas... o que esperar da oposição para uma próxima eleição?

Tudo isso vem à baila. O povo está mudando e escolhendo. Em uma campanha, o resultado avassalador nas urnas não garante bis numa próxima eleição.

Duvidam? Estão vejam o exemplo do Sargento Quirino (PDT) e do professor Ruy Wanderley (PSL). Em 2004 foram os dois vereadores mais votados na eleição e em 2008 não conseguiram nem a suplência.

Há muito mais coisas entre os candidatos e as urnas que a nossa vã imaginação não pode alcançar.