Eleitor não pode circular com carro adesivado. Como é que os militantes vão arrancar o plástico dos carros envelopados tão rapidamente?
Uma camisa sozinha não faz zoada. Mas, como ficam as muitas camisas da mesma cor em pontos estratégicos?
Como é que os tais boca-de-urna vão receber os ‘envelopes’ pela participação no pleito?
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domingo, 5 de outubro de 2008
Perguntas que não querem calar
sábado, 4 de outubro de 2008
Boca-de-urna e a mala do dinheiro 2

Parece mesmo que não há limites quando o assunto é ganhar as eleições na força do poder financeiro.
Tanto assim, que a tão negada boca-de-urna está sendo conduzida com muita tranqüilidade pelos coordenadores de campanha sem que isso fique caracterizado como tal.
Este é o momento de aferir a relação dos “soldados eleitorais” que vão participar da “investida”. Nessa hora, pode haver problemas nos pontos de apoio, as chamadas “guaritas” que ficam mapeadas de acordo com a geografia do voto. Na ausência de alguns desses soldados é necessário, imediatamente, ir a caça de novos “voluntários” para a boca-de-urna.
É o momento também de barganhar sobre os tais “soldados” oferecendo além do já combinado valor monetário um acréscimo para lanche, disponibilização de gasolina, convênios outros...e a depender da importância do reduto eleitoral se oferece empregos ou cargos na gestão futura.
A logística envolve não apenas a campanha majoritária, mas passa também pela área dos vereadores. A depender da importância da representação na Câmara para aprovação de projetos “especiais” para determinados grupos, o “banco financiador” derrama (esse termo é ótimo!!!) o dinheiro na campanha, especificamente, neste último dia para emitir a fatura lá pra janeiro de 2009. Depois da posse.
Com toda estratégia montada chega a tão esperada mala do dinheiro. O “quartel general”, antes funcionando nos escritórios políticos, sai desse espaço para ocupar salas em prédios, ou agencias de publicidades ou até mesmo nas residências dos marketeiros de plantão (aqui são considerados os principais coordenadores da campanha).
Esse é um momento delicado, perigoso e estratégico. Tão estratégico que qualquer semelhança com o processo organizacional do sistema criminoso montado pelos narcotraficantes Juan Carlos Abadia e Fernandinho Beira Mar não é coincidência.
Afinal, estamos falando de uma grande mala cheia de dinheiro em cédulas de R$ 10,00 e R$ 50,00 para facilitar o troco! Uma relação com nomes de pessoas por área geográfica do voto e a quantidade que cada uma deverá receber.
A estratégia contempla horário para entrega do ‘envelope’ e os pontos de comando. De hoje até amanhã, 05/10/08, o movimento dessa logística é algo tão impressionante que nem o diretor de cinema, Steven Spilberg, se atreveria a fazer um roteiro semelhante.
Tanto assim, que a tão negada boca-de-urna está sendo conduzida com muita tranqüilidade pelos coordenadores de campanha sem que isso fique caracterizado como tal.
Este é o momento de aferir a relação dos “soldados eleitorais” que vão participar da “investida”. Nessa hora, pode haver problemas nos pontos de apoio, as chamadas “guaritas” que ficam mapeadas de acordo com a geografia do voto. Na ausência de alguns desses soldados é necessário, imediatamente, ir a caça de novos “voluntários” para a boca-de-urna.
É o momento também de barganhar sobre os tais “soldados” oferecendo além do já combinado valor monetário um acréscimo para lanche, disponibilização de gasolina, convênios outros...e a depender da importância do reduto eleitoral se oferece empregos ou cargos na gestão futura.
A logística envolve não apenas a campanha majoritária, mas passa também pela área dos vereadores. A depender da importância da representação na Câmara para aprovação de projetos “especiais” para determinados grupos, o “banco financiador” derrama (esse termo é ótimo!!!) o dinheiro na campanha, especificamente, neste último dia para emitir a fatura lá pra janeiro de 2009. Depois da posse.
Com toda estratégia montada chega a tão esperada mala do dinheiro. O “quartel general”, antes funcionando nos escritórios políticos, sai desse espaço para ocupar salas em prédios, ou agencias de publicidades ou até mesmo nas residências dos marketeiros de plantão (aqui são considerados os principais coordenadores da campanha).
Esse é um momento delicado, perigoso e estratégico. Tão estratégico que qualquer semelhança com o processo organizacional do sistema criminoso montado pelos narcotraficantes Juan Carlos Abadia e Fernandinho Beira Mar não é coincidência.
Afinal, estamos falando de uma grande mala cheia de dinheiro em cédulas de R$ 10,00 e R$ 50,00 para facilitar o troco! Uma relação com nomes de pessoas por área geográfica do voto e a quantidade que cada uma deverá receber.
A estratégia contempla horário para entrega do ‘envelope’ e os pontos de comando. De hoje até amanhã, 05/10/08, o movimento dessa logística é algo tão impressionante que nem o diretor de cinema, Steven Spilberg, se atreveria a fazer um roteiro semelhante.
E como curar este câncer da campanha?
Possivelmente só mesmo com uma reforma política que contemple uma outra formatação para as eleições no Brasil.
Possivelmente só mesmo com uma reforma política que contemple uma outra formatação para as eleições no Brasil.
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Boca-de-urna e a mala do dinheiro 1

Boca-de-urna e a mala do dinheiro? Explica-se. Em tempo de eleição a prática da “boca-de-urna”, proibida por Lei, mas legitimada na surdina dos escritórios políticos dá o tom do investimento financeiro ou não da campanha majoritária.
Considera-se sempre a “boca-de-urna” a movimentação de pessoas caracterizadas com adereços do candidato ou partido como camisa, bottom, santinhos, bonés, outros, que estão aglomeradas próximas às zonas eleitorais abordando e distribuindo propaganda do candidato para os eleitores indecisos.
Assim sendo, este artifício, negado veementemente por todos os candidatos e marketeiros de plantão é planejado desde os primórdios rascunhos orçamentários da campanha eleitoral visando o custo financeiro da ação do “marketing de guerrilha”.
Isto porque para arregimentar este ‘exercito de soldados’ é necessário uma verba pomposa e generosa de um ‘financiador’ de campanha que entenda como importante esta estratégia para assegura, pelo menos, o voto do ‘soldado eleitoral’.
Valendo-se da possibilidade de bons desempenhos durante o percurso da campanha, a estratégia já contempla um número X de “soldados eleitorais” que vão receber no dia da eleição, a depender do “banco financiador”, um valor que poderá oscilar entre R$ 35,00 a R$ 60,00 por pessoa.
O processo, totalmente ilícito, é feito em todas as eleições e planejado de forma a não deixar rastro nas ações. A logística da execução do plano que envolve poucas pessoas de extrema confiança da equipe do candidato passa necessariamente por uma aquisição de verba em espécie.
É aí que entra a tão falada mala do dinheiro. Isso porque o volume de aplicação e distribuição da quantia não poderia passar por uma conta bancaria, haja vista que a mesma estaria sujeita a controle, tipo imposto de renda.
Outro fator negativo também para operação, via banco, é a existência de provas. Alguém depositou dinheiro. Alguém sacou dinheiro. Alguém distribuiu dinheiro.
Ilegalidade à parte, a prática da tão famosa boca-de-urna é a prova cabal que pouco se avançou em termos de eleições democráticas nesse país e muito mais se consolidou o poder nas mãos de quem tem o domínio financeiro.
Além disso, se instituiu uma impunidade velada diante de fatos que muitas autoridades chegam a dizer, “não temos como provar tal ato” e, no entanto o caixa 2 há muito tempo, já foi assumido como uma prática corriqueira das nossas eleições.
Considera-se sempre a “boca-de-urna” a movimentação de pessoas caracterizadas com adereços do candidato ou partido como camisa, bottom, santinhos, bonés, outros, que estão aglomeradas próximas às zonas eleitorais abordando e distribuindo propaganda do candidato para os eleitores indecisos.
Assim sendo, este artifício, negado veementemente por todos os candidatos e marketeiros de plantão é planejado desde os primórdios rascunhos orçamentários da campanha eleitoral visando o custo financeiro da ação do “marketing de guerrilha”.
Isto porque para arregimentar este ‘exercito de soldados’ é necessário uma verba pomposa e generosa de um ‘financiador’ de campanha que entenda como importante esta estratégia para assegura, pelo menos, o voto do ‘soldado eleitoral’.
Valendo-se da possibilidade de bons desempenhos durante o percurso da campanha, a estratégia já contempla um número X de “soldados eleitorais” que vão receber no dia da eleição, a depender do “banco financiador”, um valor que poderá oscilar entre R$ 35,00 a R$ 60,00 por pessoa.
O processo, totalmente ilícito, é feito em todas as eleições e planejado de forma a não deixar rastro nas ações. A logística da execução do plano que envolve poucas pessoas de extrema confiança da equipe do candidato passa necessariamente por uma aquisição de verba em espécie.
É aí que entra a tão falada mala do dinheiro. Isso porque o volume de aplicação e distribuição da quantia não poderia passar por uma conta bancaria, haja vista que a mesma estaria sujeita a controle, tipo imposto de renda.
Outro fator negativo também para operação, via banco, é a existência de provas. Alguém depositou dinheiro. Alguém sacou dinheiro. Alguém distribuiu dinheiro.
Ilegalidade à parte, a prática da tão famosa boca-de-urna é a prova cabal que pouco se avançou em termos de eleições democráticas nesse país e muito mais se consolidou o poder nas mãos de quem tem o domínio financeiro.
Além disso, se instituiu uma impunidade velada diante de fatos que muitas autoridades chegam a dizer, “não temos como provar tal ato” e, no entanto o caixa 2 há muito tempo, já foi assumido como uma prática corriqueira das nossas eleições.
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