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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

A moral do ainda prefeito Misael Aguilar

Foto: Site prefeitura Juazeiro/BA


O ainda prefeito de Juazeiro/BA, Misael Aguilar (PMDB) e seus pares da coligação Por amor a Juazeiro entraram (19/12/08) com uma ação na justiça pedindo a cassação do diploma do prefeito eleito Isaac Carvalho (PCdoB) alegando que o mesmo fez uso do “caixa dois” durante a campanha eleitoral e iniciou sua campanha política antes da data permitida pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral.

Independentemente de o fato ser ou não verdadeiro, uma pergunta paira no ar: com que moral o então prefeito Misael pode fazer tal solicitação?

Diante de um final de governo a beira de uma tragédia com salários atrasados (suspensos), os postos de saúde na UTI com falência múltipla dos órgãos, além da ausência de prestação de contas dos gastos públicos.

Sem falar que no período eleitoral o que não faltaram foram denuncias sobre compra de votos e “gratificações” especiais para colaboradores de campanha, sobretudo no último dia das eleições.

Para quem tem telhado de vidro fica complicado jogar pedra no telhado do outro. Tudo pode vir à baila.

Na verdade, o que o eleitor quer mesmo é que tudo venha a público e seja dada satisfação à sociedade dos projetos e investimentos realizados pela prefeitura com o dinheiro do povo.

E bom seria que todo o jogo político viesse à mostra não apenas em Juazeiro, mas em todos os demais municípios e candidatos eleitos.

Até porque da forma como as coisas seguem, logo, logo a prática do “caixa dois” vai virar MP (Medida Provisória) e tudo fica “normal”.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A caixa preta da prefeitura de Juazeiro


Depois de uma eleição, e neste caso estamos falando do município, é muito natural (pelo menos deveria ser) o processo de transição entre o ainda atual prefeito e o novo que vai sentar na cadeira a partir de janeiro.

Em Juazeiro/BA, parece que as coisas não são tão naturais assim. Aliás, não é um privilegio só de Juazeiro, mas Jaboatão dos Guararapes (juntinho do Recife/PE) tem um processo de transição pra lá de conturbado e, diga-se de passagem, muito pior do que a cidade vizinha a Petrolina.

E por que uma transição tem que ser tão complicada? O que existe de tão importante na “caixa preta” da prefeitura?

Imaginemos quando mudamos de casa. Fazemos uma geral em tudo e jogamos no lixo (às vezes) uma série de coisas que vão amontoando com o tempo e a gente não se dá conta do quanto isso cresce em volume.

É mais ou menos por aí que uma prefeitura em final de gestão faz. Agora, o difícil é fazer isso tudo e passar informações preciosas que estão guardadas a sete chaves mas que devem ser reveladas independentemente do partido que vai assumir.

Xiiiiii...aí é onde mora o problema. Afinal, lembrando novamente da nossa mudança de casa, temos tantas coisas guardadas que não queremos expor. Coisas que são nossas e devem ficar bem escondidinhas. No entanto, em se tratando de uma prefeitura não podemos pensar da mesma forma.

As gavetas devem ser esvaziadas dos guardados a sete chaves. Tudo tem mais é que ser exposto, apresentado, conhecido, revelado...
Como uma nova gestão pode começar a planejar em médio e longo prazo sem o conhecimento dessas informações?

Vale ressaltar algo interessante. Tudo, absolutamente tudo que faz mover uma gestão municipal deve ser de conhecimento público.

Isso porque até onde sabemos, elegemos pessoas para gerir a coisa pública, aquilo que pertence de direito ao povo, uma vez que é este mesmo povo que paga os salários dos gestores.

Já que vamos pagar a fatura é mais do que justo cobrarmos o extrato.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O povo quer saber....Isaac responde


Sabe-se por umas bocas miúdas que o futuro prefeito de Juazeiro, Isaac da Juagro (PCdoB), não fará a tão esperada auditoria na prefeitura, inclusive, alguns secretários do governo atual talvez nem saiam da pasta e continuem trabalhando normalmente como se nada tivesse acontecido...(?)

Daí vem à pergunta que não quer calar, afinal, que mudança é esta que o então candidato, na época, disse que iria fazer quando assumisse a prefeitura?

O que houve de tão interessante, importante e estranho entre os arquiinimigos Misael Aguilar (PMDB) e Isaac Carvalho (PCdoB) que contribuíram para esse ajuste de cavalheiros?

E por que o povo quer saber? Porque a eleição para prefeito acontece de 4 em 4 anos e em democracia a soberania ainda é do povo.