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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Senado: quase tudo fora da ordem



Sem reserva moral que seja exemplo, sem credibilidade e jogado num lamaçal de corrupções X impunidade, o Congresso Nacional, falando especificamente do Senado, está paralisado em termos de projetos voltados para sociedade e ao mesmo tempo em movimento retilíneo uniforme quando o assunto é limpeza dos bueiros do subterrâneo da Casa.

Vivendo das “surpresas” administrativas e das exposições negativas das ações parlamentares, pouco ou quase nada se faz de concreto e produtivo em termos de trabalho.

Aliás, trabalho é uma palavra que não existe na cartilha desses tais representantes do povo. Isso porque as atuações dos senadores estão voltadas a resolver problemas internos, imagem corporativa e uma busca desesperada em mostrar para mídia que o Senado funciona. Mas, o que é mesmo que o Senado faz?

Faltando ainda um ano e poucos meses para as eleições de 2010, parece mesmo que os políticos, marketeiros de plantão e até mesmo uma parte da imprensa não entenderam que o próximo pleito não é feito apenas para a escolha do presidente da República.

É bom estarmos antenados e de olhos bem abertos para as possíveis candidaturas ao Congresso Nacional. A eleição pode renovar mandatos (deveriam ser “mandados”) de elementos, podemos até dizer de alta periculosidade, que se perpetuam no poder fazendo o que sempre fizeram: nada.

O debate sobre esta temática tem que ser provocativo, sim. Porque teremos de escolher, selecionar entre ruins e ruins. E, portanto, cabe a nós exercitarmos a reflexão visando limpar essa escoria que está impregnada no Congresso Nacional.

Numa Casa renovada, projetos parados, engavetados, adormecidos voltam à mesa. O Congresso precisa trabalhar. Estamos pagando essas pessoas para viveram inoperantes profissionalmente.

O momento é de acordar. A eleição de 2010 tem que trazer novos quadros que possibilitem uma oxigenação política, pra não dizer uma lavagem geral na corte.

A renovação pedi ainda uma reformulação operacional/administrativa do próprio Congresso para que as praticas abusivas, imorais (tipo a história das passagens aéreas, os atos administrativos totalitário, entre outros) sejam punidas e banidas.

Dessa forma uma nova Casa do Povo nascerá para consolidar a democracia. Sem a qual a imprensa não é livre e a sociedade está morta na sua possibilidade de escolha.

De certa forma, estamos vivendo isso mesmo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Congresso Nacional: uma sarjeta constituída


‘Nunca antes na história desse país’ o Congresso Nacional foi tão desmoralizado como agora. ‘Nunca antes na história desse país’ a profissão político, especialmente deputado e senador, foi tão chacoalhada, esculhambada e registrada merecidamente pela mídia.

Entre a cobertura de uma tragédia tsunamica onde muitas cidades do Nordeste estão embaixo d’água, segue depois uma matéria de escândalo político seja no âmbito do Congresso Nacional -- local com maior número de corrupto por metro quadrado no Brasil – ou de qualquer outra instituição publica tipo prefeitura, câmara de vereadores.

A pauta da plenária da Câmara ou fala do “vamos limpar a casa e moralizar” ou dos discursos evasivos dos deputados que trazem alguns pontos abortados nos seus estados e fingem que estão trabalhando.

E pra completar tem deputado que pensa que comissão de trabalho é resultado de apoio $$.

Entre uma mudança interna e outra o Senado não tem rumo. Vai pra contramão da sociedade tentando se explicar sobre as várias despesas faturadas com desvios de verbas....

Na busca de indicar uma reserva moral do Congresso fica um questionamento no ar. Existe algum representante?

O Congresso Nacional é uma sarjeta constituída de elementos de alta periculosidade e dispostos a continuar na luta por uma imunidade parlamentar sem fim, respaldados por uma impunidade para todos que compõem a Casa.

Mês de junho bate a porta, vem o recesso e pula para o fim do ano. E o que é mesmo que foi votado de relevante pelos tais parlamentares?

2010. Um novo Congresso. Uma nova sociedade.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Pauta do Congresso Nacional: escândalos

Publicado: 16/04/09

Essa é muito boa. O tal deputado do Rio Grande do Norte, o patricinho Fábio Faria (PMN), deu uma declaração à imprensa no mínimo inusitada.

Tudo aconteceu porque veio à tona a notícia que o parlamentar levou as atrizes Kayky Brito, Sthefany Brito e Sâmara Felippo para o carnaval fora de época em Natal, assim como a namorada (na época) Adriana Galisteu, sogra e amigo para passeios internacionais, sendo todos os bilhetes aéreos pagos pela Viúva. Leia-se: nós contribuintes.

Com a cara mais lisa e bonitinha (e também ordinária) que ele tem, explicou a grande imprensa que a responsabilidade pelo ocorrido pertence aos seus assessores. Segundo ele, os detalhes dessa tarefa burocrática ficam a cargo do corpo técnico do seu gabinete.

Faria foi mais profundo ainda, apresentou sua bandeira de trabalho tendo como uma de suas “prioridades” como parlamentar “atuar com transparência e probidade”.

O que fez a presidência da Câmara? Nada, pra não mexer com todos.

Se o deputado Faria diz o que diz e fez o que fez, imagine você, caro blogauta, o que fazem os demais parlamentares que na calada da noite fretam aviões para amantes, desviam verbas em projetos culturais, negociam superfaturamento com empreiteiras e construtoras nas licitações para o governo?

Que país é este? Que dia-a-dia movimenta um alto índice de escândalos, corrupções e desmandos na gestão pública?

Tudo isso que está ocorrendo no Congresso Nacional e vindo a publico para conhecimento da sociedade, só pode mesmo ser um filme de ficção.
É muito kafkiana, surrealista, pra lá de pós-moderno, contemporâneo ou qualquer coisa do gênero. Shakespeare perde longe. Não tem Nelson Rodrigues que dê conta de histórias tão absurdas e mortais.

Das duas uma: ou fazemos uma verdadeira limpeza em 2010 que renove o quadro político-ético-moral desse Congresso ou caminhamos para o abismo da inoperância na certeza que não teremos o amanhã para os nossos filhos e netos.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

De olho nos parlamentares

Deputado banca viagens de artistas
Publicado em 15.04.2009 no Jornal do Commercio*

Fábio Faria (PMN-RN) usou sua cota de passagens aéreas para pagar viagens de sua ex-namorada Adriane Galisteu, da mãe dela e de outros três atoresBRASÍLIA – O deputado federal Fábio Faria (PMN-RN) usou dinheiro da Câmara para levar os atores Kayke Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo para passar o Carnaval fora de época em seu camarote em Natal, em 2007.

Ele também usou a cota de passagens aéreas a que tem direito para pagar sete viagens para sua ex-namorada, a apresentadora Adriane Galisteu, entre 2007 e 2008, e uma para a mãe dela, Emma Galisteu, para os Estados Unidos, no ano passado.

Ontem, após o site Congresso em Foco revelar que Faria pagou tudo com dinheiro público, o deputado devolveu, em forma de Guia de Recolhimento da União (GRU), R$ 21,3 mil referentes, segundo sua assessoria, a todas as passagens, menos as de Galisteu. A justificativa é que a apresentadora era sua companheira na época e, portanto, ele tinha o direito de pagar as passagens dela.

O ato da mesa diretora que disciplina o uso da cota aérea é omisso sobre o que o deputado pode fazer com as passagens e a quem pode destiná-las. As cotas variam de acordo com o Estado do parlamentar, indo de R$ 4.700 (para deputados do Distrito Federal) a R$ 18,7 mil (para os de Roraima). Para o Rio Grande do Norte, Estado de Faria, são R$ 16 mil mensais, valor que pode ser acumulado de mês a mês.

O presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB-SP), disse achar que a atitude de Faria não é um padrão normal, mas que ele tem que devolver o dinheiro se achar que teve irregularidade.

Mais tarde, no entanto, depois de conversar com lideranças partidárias, Temer afirmou aos colegas que deve encaminhar o caso para ser examinado pela corregedoria. O entendimento é que Faria abusou da cota ao pagar passagens para benefício próprio, já que os atores e as demais pessoas foram ao evento em Natal para promover o camarote do deputado, um dos mais concorridos do Carnatal.

O deputado Odair Cunha (PT-MG), terceiro-secretário da Câmara e responsável pelas passagens, disse que não vai fazer mudanças nas regras sobre a cota de transporte aéreo. Na última reunião da mesa, foi decidido apenas restringir a um assessor por deputado a emissão das passagens. As demais regras continuaram sem alteração. “A questão relativa à emissão de passagens aéreas é uma atribuição administrativa com a qual nunca lidei pessoalmente, deixando os detalhes dessa tarefa burocrática a cargo do corpo técnico de meu gabinete”, disse o deputado Fábio Faria, em nota divulgada ontem.

PROCESSO

Alvo de processo contra ele no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar, o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), dono de um castelo em Minas, afirmou que desconhece a abertura da ação. Moreira retornou ontem ao Congresso depois de passar mais de uma semana afastado para tratamento de saúde por causa de problemas no joelho. O deputado, no entanto, ainda não foi notificado pelo órgão disciplinar. Questionado sobre o processo, o deputado desconversou. “Não sei do que você está falando. Não vou falar mais com você”, afirmou o deputado.

Segundo o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), serão feitas mais duas visitas ao gabinete do deputado para tentar notificá-lo da abertura do processo. Caso não seja encontrado, Araújo disse que o deputado poderá ser julgado à revelia. “Vamos insistir nas vias tradicionais”, afirmou.

* matéria disponível só para assinante

Nota do blog
É por essas e outras que o Congresso Nacional está desacreditado.