Dia 29/08/2010
A partir de hoje o blog retoma suas atividades (espero!!). Afinal, com tantas coisas que estou fazendo (mestrado, ensino na universidade, marido, filhos e cachorro...ainda malho todos os dias... ) não dá pra alimentar um blog diariamente.
Ainda tem a questão que meu mestrado é em outro estado e fico indo/voltando toda semana... To mais conhecida no aeroporto de Petrolina/Recife e rodoviária de João Pessoa do que os retirantes que moram nesses espaços (com todo respeito, claro!).
Como estou sem tempo suficiente para análise e produção de conteúdo, começo a partir de hoje, 28/08/2010, uma série sobre FRAGMENTOS MIDIÁTICOS. A proposta é trazer notas, infográficos, fotos, áudio, charges e tudo que esteja “nadando” na web e/ou redes sociais que tenham viés jornalístico.
Os fragmentos não se encerram em si, mas nos proporcionam um modo de pensar a comunicação no “seu fazer”...
A idéia é provocar o debate e deixar registrado esses “pedaços comunicacionais” que se relacionam com o jornalismo diário e dialogam com o leitor / internauta / telespectador / ouvinte de maneira que o mesmo se torne parte do processo.
Espero que vocês gostem e mandem ‘fragmentos’ para o blog.
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domingo, 29 de agosto de 2010
Série Fragmentos Midiáticos 1
terça-feira, 14 de abril de 2009
José Dirceu: o fenômeno dois

É muito difícil entender a razão pela qual a mídia constrói alguns mitos. A análise é sociológica, psicológica, patológica e a lógica não é tão clara assim.
O ex-deputado cassado José Dirceu (PT) é um desses exemplos. Pode ser considerado o fenômeno dois, já que o número um está com Ronaldo, o que se diz ser ainda jogador.
Sem exercer função direta na política partidária desde dezembro de 2005, quando foi cassado na Câmara, pelos seus pares, acusado de participar do esquema do mensalão, ou melhor, de ser o mentor desse ‘projeto de corrupção passiva”, Dirceu não perdeu o trono nem o poder de mando.
Pelo menos é o que mostra todos os dias a imprensa.
Os holofotes da mídia jogam os canhões para cima dessa figura emblemática que mesmo depois de abalar a Republica com uma série de escândalos, em efeitos dominó, atrelados a Casa Civil e ao próprio presidente Lula, ainda assim é a personalidade mais ouvida como fonte e por isso a mídia o torna noticia todos os dias.
Entender esse fenômeno requer estudar a mídia no seu cotidiano, no dia-a-dia da construção da informação percebendo a influencia que os meios de comunicação tem sobre a sociedade e dentro dela. De fato, precisamos estudar a mídia para compreender o processo de mediação, como e onde surgem os significados e suas consequências.
Quando somos “obrigados” quase que por osmose a ler noticias e opiniões de uma personagem especifica que se constitui elemento negativo atrelado ao poder político, precisamos fazer uma reflexão.
Por que a mídia dá voz a esse tipo de personagem? O que faz a mídia entender como importante a opinião e avaliação dessa fonte a respeito de um desdobramento eleitoral, por exemplo?
Tudo isso considerando que esta figura teve uma participação incisiva para construção de uma imagem negativa do Estado brasileiro e de instituições consolidadas em nível nacional e internacional.
O Brasil está arranhado lá fora na sua atuação política, moral e ética quando se trata de parlamentares corruptos. E o ex-deputado José Dirceu (entre tantos/muitos outros) contribui para este resultado.
Assim, como entender o que há por traz de uma cobertura instantânea como essa que justifique tal atitude? A quem interessa que o José Dirceu continue uma personagem viva da nossa história política como baluarte da liberdade, da prática social democrática, na luta por uma sociedade menos desigual e mais humanitária?
A quem interessa? Parece que esta pergunta não quer calar.
O ex-deputado cassado José Dirceu (PT) é um desses exemplos. Pode ser considerado o fenômeno dois, já que o número um está com Ronaldo, o que se diz ser ainda jogador.
Sem exercer função direta na política partidária desde dezembro de 2005, quando foi cassado na Câmara, pelos seus pares, acusado de participar do esquema do mensalão, ou melhor, de ser o mentor desse ‘projeto de corrupção passiva”, Dirceu não perdeu o trono nem o poder de mando.
Pelo menos é o que mostra todos os dias a imprensa.
Os holofotes da mídia jogam os canhões para cima dessa figura emblemática que mesmo depois de abalar a Republica com uma série de escândalos, em efeitos dominó, atrelados a Casa Civil e ao próprio presidente Lula, ainda assim é a personalidade mais ouvida como fonte e por isso a mídia o torna noticia todos os dias.
Entender esse fenômeno requer estudar a mídia no seu cotidiano, no dia-a-dia da construção da informação percebendo a influencia que os meios de comunicação tem sobre a sociedade e dentro dela. De fato, precisamos estudar a mídia para compreender o processo de mediação, como e onde surgem os significados e suas consequências.
Quando somos “obrigados” quase que por osmose a ler noticias e opiniões de uma personagem especifica que se constitui elemento negativo atrelado ao poder político, precisamos fazer uma reflexão.
Por que a mídia dá voz a esse tipo de personagem? O que faz a mídia entender como importante a opinião e avaliação dessa fonte a respeito de um desdobramento eleitoral, por exemplo?
Tudo isso considerando que esta figura teve uma participação incisiva para construção de uma imagem negativa do Estado brasileiro e de instituições consolidadas em nível nacional e internacional.
O Brasil está arranhado lá fora na sua atuação política, moral e ética quando se trata de parlamentares corruptos. E o ex-deputado José Dirceu (entre tantos/muitos outros) contribui para este resultado.
Assim, como entender o que há por traz de uma cobertura instantânea como essa que justifique tal atitude? A quem interessa que o José Dirceu continue uma personagem viva da nossa história política como baluarte da liberdade, da prática social democrática, na luta por uma sociedade menos desigual e mais humanitária?
A quem interessa? Parece que esta pergunta não quer calar.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Tragédia que vira espetáculo na mídia 1

Mais uma vez a mídia dá o tom da orquestra de horrores. Nem bem saímos de uma tragédia midiática onde a agenda de todas as TVs, rádio e sites era Isabella Nardoni agora voltamos com o novo espetáculo Eloá Pimentel X Lindemberg Alves.
Sem contar as freqüentes tragédias narradas diariamente pela grande imprensa, o Caso Eloá é a pauta da vez.
Parece mesmo que a guerra pela tal audiência tira de cena o bom senso, a originalidade e o respeito pelo ser humano. Na busca de ‘derrubar’ outras audiências a mídia do espetáculo ou a mídia dos horrores é capaz de treinar suas equipes pelos manuscritos do dramaturgo William Shakespeare só para não perder de vista a sensação da tragédia.
Consegue narrar um texto com ênfase na problemática passando pelo processo lúdico da vida cotidiana dos personagens envolvidos. Com isso, vai construindo cenas, levando o telespectador, internauta e ouvinte a fazer juízo de valor sobre uma série de elementos que não compõem a história, mas faz parte do imaginário das pessoas.
A mídia, sobretudo a TV, a grande janela aberta para as infinitas possibilidades da criação de uma nova sociedade imagética, está transformando conceitos e produzindo outros que mais cedo ou mais tarde vão afundar esta sociedade que emerge desse processo.
Considerando o estágio volátil em que a estrutura societária está inserida, como diria o sociólogo Zygmund Baumen, na ‘modernidade líquida’, parece que estamos passando pelo processo, mas não damos conta da problemática.
Pouco ou quase nada discutimos sobre o tema e deixamos entrar em nossas casas, a TV Record e suas encenações trágicas repetitivas, uma Rede TV que é capaz de fazer uma maquete do prédio para melhor “explicar” o fato ao telespectador e até mesmo a Globo entra na onda shekespeareana com Ana Maria Braga se mostrando psicóloga do então descompensado “ator” Limbemberg.
Sim, ator. Afinal, ele teve suas 100 horas de fama porque foi isso que a mídia o transformou: no todo poderoso da audiência. Para compensar sua não construção de vida pessoal, Limdemberg viu na grande imprensa sua possibilidade de reconhecimento. “Sou visto em rede nacional e até mesmo fora do país”.
Amanhã, possivelmente, a Playboy estará a caça da atual protagonista do evento, Nayara Silva, para que ela assine contrato, já de agora, para posar nua na revista quando completar a maior idade. Uma boa suíte vai trazer a temática à baila novamente e tudo vira negócio e vendas.
Três perguntas ficam no ar, ou melhor, no blog:
-- Até quando seremos usados por esta máquina chamada mídia?
-- Não percebemos que estamos sendo engolidos por esse dragão da comunicação?
-- Que sociedade é esta que estamos construindo?
Sem contar as freqüentes tragédias narradas diariamente pela grande imprensa, o Caso Eloá é a pauta da vez.
Parece mesmo que a guerra pela tal audiência tira de cena o bom senso, a originalidade e o respeito pelo ser humano. Na busca de ‘derrubar’ outras audiências a mídia do espetáculo ou a mídia dos horrores é capaz de treinar suas equipes pelos manuscritos do dramaturgo William Shakespeare só para não perder de vista a sensação da tragédia.
Consegue narrar um texto com ênfase na problemática passando pelo processo lúdico da vida cotidiana dos personagens envolvidos. Com isso, vai construindo cenas, levando o telespectador, internauta e ouvinte a fazer juízo de valor sobre uma série de elementos que não compõem a história, mas faz parte do imaginário das pessoas.
A mídia, sobretudo a TV, a grande janela aberta para as infinitas possibilidades da criação de uma nova sociedade imagética, está transformando conceitos e produzindo outros que mais cedo ou mais tarde vão afundar esta sociedade que emerge desse processo.
Considerando o estágio volátil em que a estrutura societária está inserida, como diria o sociólogo Zygmund Baumen, na ‘modernidade líquida’, parece que estamos passando pelo processo, mas não damos conta da problemática.
Pouco ou quase nada discutimos sobre o tema e deixamos entrar em nossas casas, a TV Record e suas encenações trágicas repetitivas, uma Rede TV que é capaz de fazer uma maquete do prédio para melhor “explicar” o fato ao telespectador e até mesmo a Globo entra na onda shekespeareana com Ana Maria Braga se mostrando psicóloga do então descompensado “ator” Limbemberg.
Sim, ator. Afinal, ele teve suas 100 horas de fama porque foi isso que a mídia o transformou: no todo poderoso da audiência. Para compensar sua não construção de vida pessoal, Limdemberg viu na grande imprensa sua possibilidade de reconhecimento. “Sou visto em rede nacional e até mesmo fora do país”.
Amanhã, possivelmente, a Playboy estará a caça da atual protagonista do evento, Nayara Silva, para que ela assine contrato, já de agora, para posar nua na revista quando completar a maior idade. Uma boa suíte vai trazer a temática à baila novamente e tudo vira negócio e vendas.
Três perguntas ficam no ar, ou melhor, no blog:
-- Até quando seremos usados por esta máquina chamada mídia?
-- Não percebemos que estamos sendo engolidos por esse dragão da comunicação?
-- Que sociedade é esta que estamos construindo?
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