segunda-feira, 9 de junho de 2008

A mídia usada para atender interesses políticos


Longe de querer posar de bom moço a mídia é antes de tudo um espaço para o exercício da democracia e legitimada pela Constituição como fiadora dos processos comunicações. E dessa forma, em hipótese alguma, deveria ser usada como instrumento de interesses políticos eleitoreiro.

O que vemos e ouvimos em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) é o uso e o abuso dos veículos de comunicação, sobretudo, o rádio para veicularem plataformas eleitoreiras de possíveis pré-candidatos, sejam eles ao cargo majoritário, a prefeito da cidade, ou a vereança.

É de se espantar o número de exposição dos postulantes aos cargos nos veículos de comunicação. Muitos usam programametes, entrevistas, compra de espaços comerciais e outras formas de estar permanentemente em evidência.

Não há cuidados, por parte dos veículos, e muito menos melindreis no texto, ou melhor, textualmente os então pré-candidatos a prefeito, por exemplo, usam e abusam dos veículos como marketing eleitoral diante de alguns fatos noticiosos e alardeado de forma espetacular por alguns comunicadores de carteirinha sensacionalista e aproveitam o contexto para defender a “sua postura coerente” em prol dos interesses popular.

A despeito do canal de comunicação a mídia, na atual conjuntura, é o melhor instrumento da democracia para fazer valer a vontade da sociedade. Com sua função esclarecedora, noticiosa, informante e reflexiva alimenta mudanças significativas na estrutura societária.

Diante da ausência de credibilidade dos atuais representantes políticos em nível municipal, estadual e nacional, resta entender que rumos terão nossa política local considerando que essas representações, até então, podem não ser as melhores opções.

Assim, na medida em que a mídia deixa de exercitar o debate político em torno das reais funções cabíveis a cada um dos postulantes ao cargo, perde a sociedade por não estar esclarecida sobre essas funções e consequentemente o eleitor deixa de formar uma consciência critica sobre os candidatos.

O resultado: um voto impensado e políticos eleitos sem compromissos com a sociedade.

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