segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Marketing político 3 - "Creu, creu, creu, creu"


É mesmo digna de uma análise sociológica e profunda a falta de criatividade dos jingles das campanhas políticas que ficaram epidêmicas em função das musicas comerciais “clássicas” mais tocadas nas FMs desse Brasil a fora.

Com letras apimentadas e bem direcionadas os tais jingles são plágios das chamadas melodias, tipo: “É da cachorra”, “Bate mãozinha, bate”, “Creu, creu” e até mesmo o imortal Garçom, do pop star Reginaldo Rossi.

Na busca de condicionar o ouvido e penetrar pelas entranhas de forma cancerígena a técnica da repetição dos números é utilizada com maior intensidade.

É o caso, por exemplo, de um candidato a prefeito na cidade Juazeiro/BA que remonta de forma estilizada a obra prima do momento, a música Creu, creu, e transforma o refrão no número do candidato. O mesmo ecoa, através do carrão de som, de rua a dentro invadindo as casas dos moradores de forma estridente e apelativa.

A proposta é fixar na mente do eleitor o elemento mais determinante das urnas: o número. Na medida em que o jingle (se é que podemos dizer que isso é um jingle....) pega uma seqüência repetitiva do número do candidato, chega ao final com uma frase que explica ao eleitor que votar no outro “é desespero... é desespero...”

Diante do quadro clínico é mesmo muito complicado para o eleitor diagnosticar o tipo de político que se diz capacitado para gerir o município.

Afinal, o que todo eleitor espera de um candidato é uma boa plataforma de trabalho e uma atuação contundente, séria e legal para que o mesmo possa se dizer representante de um povo.

Será que eles fazem isso?

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